quinta-feira, 9 de junho de 2016

Parto: por que tantas mulheres não têm o parto que querem? 


Normal? Maravilha!
Domiciliar? Perfeito!
Normal no hospital? Tudo certo. 
Na água? Lindo...
De cócoras? Cesárea? Com parteira? Com a ajuda de uma doula, com o médico de confiança? 

Quem escolhe é a mulher. 

E é muito triste perceber que não é o que acontece, na maioria das vezes. Em muitos casos, faltam informação, transparência por parte dos médicos e ajuda para se ter o parto que se quer. 

Fico impressionada em ver quantas mulheres entram em trabalho de parto, têm dilatação e depois, por alguma razão, o processo para, não avança mais. O que acontece? 

Provavelmente, o ambiente não ajudou. 

A oxitocina, hormônio que possibilita o trabalho de parto, é um hormônio tímido, é o mesmo hormônio da relação sexual. Não aparece em qualquer lugar, aparece no escurinho, no aconchego. 

No trabalho de parto, a mulher precisa da oxitocina e precisa "desligar" o cérebro neo-córtex, que é o cérebro pensante, usado na hora de dar palestra, raciocinar, trabalhar. O neo-córtex e o cérebro primitivo não trabalham juntos, e é o primitivo que precisa comandar neste momento. Tudo o que você faz repetidamente, desliga o neo-córtex: tricotar, pintar, por exemplo, fazem entrar em contato com o bebê e favorecem o cérebro primitivo.

Então, no parto, temos que deixar a oxitocina fluir, fazer o trabalho dela, e deixar o cérebro primitivo comandar. Como?

- o ambiente deve que ter pouca luz (luz de velas é ótimo), pouco barulho e ser "quentinho"
- a mulher tem que se sentir segura e não deve se sentir observada
- a linguagem atrapalha. A mulher deve falar e escutar o mínimo possível. Não pode ser alvo de muitas perguntas. 

A mulher que está tendo um bebê precisa de apoio, tranquilidade, amparo e proteção. Proteção do excesso de luz, do frio, de muita conversa. Em uma palavra: aconchego. Em casa, na casa de parto ou no hospital. 

Apareçam sempre!

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