O SONHO DE SER MÃE DE GÊMEOS (e o poder de acreditar)
Sempre quis. Desde adolescente. A criança Fernanda (que só teve um irmão aos sete anos de idade) ficava encantada com famílias com muitos filhos, irmãos brincando e brigando, disputando o melhor lugar no carro. Também queria ter muitos filhos (pelo menos três) e sendo gêmeos adiantava um pouco o processo. Enfim... a vida foi passando. E eu sempre repetindo que queria gêmeos.
Quando conheci o Chico (pai das crianças) e decidi que ele seria o pai, dividi essa minha vontade para saber o que ele achava. Ele achava gêmeos um barato, mas dizia assim: "Fê, a gente não tem nenhum caso na família, a gente não vai ter gêmeos. Mas relaxa...aos poucos a gente chega lá." Eu entendia o que ele queria dizer, mas continuei acreditando e com muita vontade de ter dois filhos ao mesmo tempo.Casamos, eu engravidei e fomos para a primeira ultra. Eu, Chico e minha mãe na sala. Chico berrando: que alegria! O coração do meu filho! Que alegria! Tô vendo meu filho! Que alegria! E a médica: só um minutinho, para um pouquinho. E olha fixamente para tela que mostrava as imagens de dentro da minha barriga. (Até fiquei com um pouco de medo, achei que tinha algum problema). Aí ela esclarece: você quer uma alegria? São DOIS coraçõeszinhos batendo.Nesse momento o Chico ficou quieto (ufa!). Minha mãe começou a chorar, eu comecei a chorar, e ele, com lágrimas nos olhos, vem até a cama onde eu estava e diz: você é muito foda! Eu não acredito que você tá grávida de gêmeos...Muito obrigado por ter acreditado e muito obrigado por me dar dois filhos.Mais tarde a gente descobriu: eram filhas. Joana e Marina.
Apareçam sempre!
Esse dia não sai da minha cabeça. Foi um dos dias mais emocionante da minha vida.
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