segunda-feira, 27 de junho de 2016

OS DOZE SENTIDOS E OS NOSSOS FILHOS




Para a antroposofia, os nossos sentidos não são cinco, são doze. Além dos tradicionais visão, tato, paladar, olfato e audição, temos ainda: equilíbrio, pensamento, vital, movimento, eu, calor e linguagem. A relação entre eles, com a vida e o desenvolvimento de uma criança é incrível e acontece em etapas.

ATÉ OS 7 ANOS: Os sentidos corporais, ou básicos, se desenvolvem nos primeiros sete anos da criança:
TATO: faz a criança perceber o limite do próprio corpo. O sentido do tato dá a noção de até onde vai o corpo dela e começa uma outra coisa ou outra pessoa.
VITAL: traz notícias de dentro da criança. É o sentido que dá informações sobre o estado do corpo - bem estar, mal estar.
MOVIMENTO: está ligado à percepção do movimento próprio, à vivência de liberdade e de domínio sobre si, além do domínio na execução dos próprios movimentos.

EQUILÍBRIO: a criança em relação ao mundo.
Para a criança pequena, até os sete anos, o ambiente físico, aquele que a cerca, é muito importante. As cores são importantes, os materiais, a casa. Nesta fase, a criança confia absolutamente. Tudo é aprendido por imitação, é o momento do querer, ela simplesmente quer sem saber ou ter condições de avaliar se é certo, apropriado ou faz sentido. A percepção da criança nessa fase é de que o mundo é bom.


 
DOS 7 AOS 14 ANOS:
Os sentidos ambientais, ou medianos, se desenvolvem do segundo setênio:
CALOR

PALADAR
OLFATO
VISÃO

Entre os sete e os 14 anos, o que vem pela palavra é o que vai nutrir esta criança. Nesta fase ela vai consolidar a própria postura diante do mundo, como ela vai agir, como vai se comportar. A maneira como se relaciona com as pessoas também vai ser consolidada aqui. Para a criança dessa fase, o mundo é belo.


A PARTIR DOS 14 ANOS:
Os sentidos sociais, espirituais ou superiores se desenvolvem mais no terceiro setênio:
EU

PENSAMENTO
LINGUAGEM

AUDIÇÃO
A partir dos 14 anos, os adolescentes buscam a coerência no mundo. Um posicionamento. É legal ter alguém para se espelhar. Hora de buscar referências e se posicionar. O mundo é verdadeiro.


 
Apareçam sempre!

 

quinta-feira, 9 de junho de 2016

AMAMENTAR É AMAR

Dois dos maiores especialistas brasileiros em amamentação concordam: não existe leite fraco. Não existe pouco leite. Não existe "meu leite secou".

E vamos deixar claro: isso não é motivo de culpa, ao contrário, é extremamente libertador. Saber que todas nós podemos amamentar, se quisermos e se tivermos a informação e o apoio adequados. 


Os especialista que eu mencionei acima são: Dr. João Aprigio Guerra de Almeida, da Fiocruz, coordenador da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano e a Dra Luciana Herrero, pediatra com especialidade em amamentação. 


Ouvi palestras incríveis dos dois e divido com vocês alguns dos pontos de que eu mais gostei: 


João Aprigio:

- a ioga (na gestação e depois do parto) propicia o empoderamento da mulher, facilitando a amamentação.
- O hormônio da amamentação é a prolactina. Ela é de suma importância, mas sozinha não faz nada. A prolactina funciona como uma chave. E quando há muito stress, outros hormônios - os peptídeos supressores- entram no lugar onde o leite é produzido. O que determina o sucesso da amamentação é a relação de harmonia entre mãe e bebê. 
- O bebê tem fome de que? Não é só de nutrição. Não é só fome. É carinho, aconchego, mãe, sede, colo. 
- o leite do início da amamentação é aguado, mais branco. Não quer dizer que é fraco, é assim mesmo, tem uma razão de ser, é aguado para matar a sede do bebê. O leite do fim é rico em gordura e por isso, amarelado. Isso é importante pra saber que é necessário amamentar totalmente, até o peito esvaziar. 
- o primeiro leite, o que tem mais água, é o que tem mais fatores de proteção. O segundo tem mais proteína, que vai sustentar o crescimento da criança, os ossos. O terceiro mais gordura. Por que é importante a gordura no final? Para o bebê aprender a plenitude gástrica e ativar a sensação de saciedade, física e psíquica. Só por este fator, os bebês que foram amamentados tem 33% menos chance de desenvolver obesidade na vida adulta. 
- não existe milagre para aumentar leite. Água, descanso e nutrição adequada. É só. Bengalas: caldo de cana, canja de galinha, não vão fazer mal, mas são bengalas. Às vezes, a gente precisa de bengalas. 
- Dieta materna: se a mãe não é acostumada a tomar leite e derivados, é bom evitar durante a amamentação porque o bebê pode desenvolver alergia e intolerância. Chocolate e pimenta, a mesma coisa. O melhor, tanto para a mãe que está amamentando ou para a gestante, é não mexer na alimentação. Pode mexer na quantidade, aumentar proteína por exemplo, mas não na qualidade. Se está acostumada a comer carne vermelha, continua comendo. Pode diminuir, comer mais peixe, mas não mudar. 
- Vamos reconhecer a amamentação como algo fundamental para a qualidade de vida da pessoa na vida inteira. O que acontece nessa fase é decisivo. É através desse momento que formaremos seres humanos melhores. É um momento de ouro: tem chance de recuperar o que ficou mal resolvido e projetar um caminho mais tranquilo adiante.

Luciana Herrero:

- O leite sempre é forte. Se a mulher está desnutrida,  ela vai perder cálcio dos ossos, proteína dos músculos, mas o leite vai ser sempre forte. A mulher é que perde nutrientes, todos vão para a produção de leite. 
- para aumentar a produção de leite nada como amor, carinho, descanso, água, nutrição. 
- o sucesso da alimentação: 50% são por causa do pai. Principais causas de desmame: avó e pediatra.
- nunca culpe uma mulher que não conseguiu amamentar. Ela não é má mãe. Ela não deu conta de todo o processo físico e psíquico, que é intenso e difícil.
- Uma mãe que não conseguiu amamentar: a primeira coisa é tirar a culpa dela. A mãe amamenta toda vez que segura o filho no colo, olha no olho e brinca com ele. 
- Não adianta dar leite, tem que amamentar. Olhar nos olhos. Isso nutre o cérebro, alimenta a alma, o cérebro faz várias sinapses. É pra vida. 
- Alimentação psíquica: olhos nos olhos, conversas, cantarolar, toque, massagens, alimentar nos braços, estar presente. Isso a neurociência já provou. As sinapses cerebrais são feitas com mais velocidade quando há tudo isso. 


Apareçam sempre!

QUEM PRECISA DE UMA EDUCADORA PRÉ-NATAL?

Quando eu digo para alguma amiga que estou fazendo um curso de educadora pré-natal, a primeira pergunta que eu ouço é sempre: "De que?". E a segunda: "Pra que?". 

Quero ajudar. Sou comunicadora, jornalista de formação, e mãe de três filhos. Passei por uma cesárea e um parto normal. Tive que lutar, mudar de médico, para ter meu parto normal. Ouvi muita coisa, tipo a clássica "depois de uma cesárea não se pode ter normal". Mas peitei. E quero ajudar a tantas mulheres que eu conheço que são enganadas, iludidas, amedrontadas quando ficam grávidas. Elas têm que ser empoderadas. 

E quem fala agora sobre o papel da educadora pré-natal é o poder em forma de mulher: Carla Machado, presidente da Anep Brasil (Associação Nacional para a Educação Pré-Natal). 

"A verdadeira educadora pré-natal é a MÃE que vai através da sua imaginação, dos seus sentimentos, do seu estado de humor, da sua alegria, embalar o bebê dentro do ventre. Mas a informação de como fazer isso se perdeu e muitas mulheres não têm mais a noção da importância dessa missão. Então as educadoras pré-natais vão levar essa missão para as futuras mães, de como é especial e poderoso esse momento de vida que é a gestação. Ela vai ajudar a mãe a proteger e reverenciar esse momento." 

"A partir da informação que a educadora pré-natal vai levar, a mãe fica mais plena em seu poder, e assim, vai gestar um ser humano mais íntegro, inclusive biologicamente. A formação do cérebro de um bebê no ventre de uma mãe tranquila e feliz se dá de uma forma mais completa, harmônica e ideal. Com a ajuda da educadora pré-natal não é só a futura mãe que se beneficia, é a sociedade como um todo. Esses bebês terão maior capacidade de empatia, são seres que estão mais prontos para fazer parte de uma sociedade mais fraterna."

"A vida pré-natal influencia na vida do ser humano no sentido de que tudo que é plasmado no útero, como as células ainda estão se desenvolvendo, a mensagem que vai vir dessas células vai se replicar, fica gravado em um nível profundo na memória celular, o que a criança vivenciou nesse estágio. Se ela vivenciou alegria, ela tem o registro de que o mundo está aberto para ela, que ela tem muitas possibilidades. E o desenvolvimento fisiológico dela fica mais completo. Se havia algum gene com propensão à doença, esse gene fica silenciado, é o chamado DNA silencioso, porque houve chance dos genes melhores, dos genes da saúde, falarem mais alto. A célula tem dois modos: ou ela cresce ou ela se protege. Se ela fica no modo proteção (porque vive em um ambiente hostil, com muito estresse), ela não cresce tanto e não se desenvolve tão plenamente. Se você tem uma gestação com menos estresse e menos problemas você vai ter um desenvolvimento ótimo desse ser humano."

Apareçam sempre!

Parto: por que tantas mulheres não têm o parto que querem? 


Normal? Maravilha!
Domiciliar? Perfeito!
Normal no hospital? Tudo certo. 
Na água? Lindo...
De cócoras? Cesárea? Com parteira? Com a ajuda de uma doula, com o médico de confiança? 

Quem escolhe é a mulher. 

E é muito triste perceber que não é o que acontece, na maioria das vezes. Em muitos casos, faltam informação, transparência por parte dos médicos e ajuda para se ter o parto que se quer. 

Fico impressionada em ver quantas mulheres entram em trabalho de parto, têm dilatação e depois, por alguma razão, o processo para, não avança mais. O que acontece? 

Provavelmente, o ambiente não ajudou. 

A oxitocina, hormônio que possibilita o trabalho de parto, é um hormônio tímido, é o mesmo hormônio da relação sexual. Não aparece em qualquer lugar, aparece no escurinho, no aconchego. 

No trabalho de parto, a mulher precisa da oxitocina e precisa "desligar" o cérebro neo-córtex, que é o cérebro pensante, usado na hora de dar palestra, raciocinar, trabalhar. O neo-córtex e o cérebro primitivo não trabalham juntos, e é o primitivo que precisa comandar neste momento. Tudo o que você faz repetidamente, desliga o neo-córtex: tricotar, pintar, por exemplo, fazem entrar em contato com o bebê e favorecem o cérebro primitivo.

Então, no parto, temos que deixar a oxitocina fluir, fazer o trabalho dela, e deixar o cérebro primitivo comandar. Como?

- o ambiente deve que ter pouca luz (luz de velas é ótimo), pouco barulho e ser "quentinho"
- a mulher tem que se sentir segura e não deve se sentir observada
- a linguagem atrapalha. A mulher deve falar e escutar o mínimo possível. Não pode ser alvo de muitas perguntas. 

A mulher que está tendo um bebê precisa de apoio, tranquilidade, amparo e proteção. Proteção do excesso de luz, do frio, de muita conversa. Em uma palavra: aconchego. Em casa, na casa de parto ou no hospital. 

Apareçam sempre!

sexta-feira, 3 de junho de 2016

10 REGRAS DE OURO PARA FUTUROS PAIS

Que lindo! Veio da Omaep - a Organização Mundial para a Educação Pré-Natal.

REGRA 1: Concepção é o início

Qual o segredo dos casais felizes? Amor pelo outro e objetivos em comum.
Trabalhe para fazer o outro feliz, pense no outro com generosidade, sem esperar nada em troca. Você pode expressar seu amor preparando uma refeição gostosa, uma mensagem carinhosa, ficar em silêncio quando o outro está cansado.
         
Pensem juntos no filho de vocês. Planejem, desejem. Façam amor pensando em gerar o melhor ser humano possível. 

REGRA 2: nove meses para engendrar um novo mundo

Mãe: vive tua gestação na alegria, na elevação e na gratidão. Isso fica impresso no bebê. Cante, leia, caminhe, faça o que te inspira para que os hormônios da felicidade circulem pelo seu sangue e o corpo do seu bebê se desenvolva harmoniosamente. Em caso de algum problema, converse com seu filho. Explique que a vida também é feita de dificuldades, mas o seu amor é incondicional e acima de tudo é vida é um grande presente. 

REGRA 3: descanse bem, viva bem, alimente-se bem
         
Cada refeição é um encontro de amor: sente-se à mesa com gratidão, calma e amor. Tenha gratidão pelo alimento. Saborear é harmonizar o cérebro emocional. Mastigue completamente, sentindo cada sabor. Só assim, o alimento pode oferecer saúde e sabedoria para você e para o bebê. Respire com a comida na boca. 
Coma alimentos naturais, orgânicos, , cereais. Peixe ajuda no bom desenvolvimento do cérebro do bebê, tente comer pelo menos três vezes por semana. 

Evite açúcar branco, adoçante, refrigerante, cafeína.

Descanse. Antes de dormir, respire fundo, várias vezes, agradeça as suas células pelo enorme trabalho.


REGRA 4: respiração profunda. 

A respiração profunda oxigena seu sangue, seu cérebro e contribui à boa formação dos órgãos do seu bebê. Atividades físicas harmoniosas como cantar, caminhar e nadar são tesouros para sua gestação.


O olfato equilibra teu cérebro emocional, o aroma de uma planta é uma transfusão de energia do mundo vegetal para o teu organismo.
Ler belos textos em voz alta e recitar poemas são bons exercícios para teu corpo físico, tua mente e tua alma.

REGRA 5: A beleza no coração da sua vida 

O que você admira ajuda a formar uma criança saudável, bela, com sensibilidade artística e moral. Para formar uma criança bela de corpo e de espírito, cultive emoções felizes.


Cada pensamento poético ou vulgar, cada som, cada imagem, cada gesto terno ou violento, são informações que se inscrevem no inconsciente do bebê e um dia influenciarão suas escolhas.    
Aprenda transformar sua angústia, medos, tristezas, raiva e amarguras. Ofereça em seu ventre um ninho terno e caloroso para este tesouro que cresce dentro de você. 
Ocupe seu olhar, imaginação e inteligência de grandeza, beleza e verdade. Admire arte, história de personagens bons e sábios, suas maiores qualidade e ideais. Comungue com a natureza. Admire um céu estrelado, o nascer do sol, o esplendor das flores, das árvores, das montanhas e do mar. 

REGRA 6: as cores de luz e seu poder


A natureza é repleta de cores. Olhe a natureza, admire as cores e convide cada uma para fortalecer a tua saúde.
Vermelho: traz força e dinamismo aos músculos
Laranja: harmoniza teu sistema circulatório e os sentimentos
Amarelo: reforça teu sistema nervoso e tua inteligência
Verde: tonifica teu sistema digestivo e te nutre de esperança.
Azul: apazigua, convida à serenidade, amplia o poder dos pulmões
Índigo: sustenta, nutre estrutura óssea, inspira justiça e estabilidade
Violeta: alegra o sistema hormonal e expande a espiritualidade

Imagine o bebê na luz dessas cores solares, utilizando-as na formação de suas células e seus órgãos, tornando-os sadios e luminosos. No sol nascente, pede para teu filho uma inteligência luminosa, um coração pleno de doçura, bondade e amor. Deseja para ele uma força de vontade criativa e um corpo poderoso.

REGRA 7: cante, ouça música e toque um instrumento

Ofereça músicas radiosas, solenes, suaves e alegres para o bebê. As músicas dos grandes compositores ajudam na formação harmoniosa dos órgãos dele, ativam seu cérebro.
Cante para o bebê e você terá contribuído para que, mais tarde, ele tenha um pensamento claro e saiba se expressar bem.

REGRA 8: imagine seu filho semeando a paz

Imagine seu filho já adulto, saudável, sereno, belo, criativo, justo, honesto, sábio, feliz em ajudar o próximo.

Encontre nos livros, nos filmes, nas peças de teatro, qualidades importantes e deseje essas qualidades para seu filho.

Sob um céu estrelado, deseje que grandeza e sabedoria infinitas abençoem seu filho. Diante de um mar calmo e tranquilo, deseje serenidade. Quando o mar estiver bravo, vigor e dinamismo. Admirando as flores e sentindo seu perfume, ofereça ao corpo do seu bebê, beleza, magnetismo e pureza.


Eleve seu olhar! Olhando para as montanhas, caminhando entre as grandes árvores, apresente seu bebê a majestade da criação.
Sejam ambiciosos, pai e mãe, desejem as mais altas virtudes para o seu filho.

REGRA 9: Ame seu bebê. E ele vai se amar, amar os outros e a vida.

Um dos problemas maiores da nossa civilização é a falta de auto-estima. Ame seu bebê para oferecer a ele a alegria de vir ao mundo. Um amor incondicional compõe as bases neurofisiologicas para que ele se torne um ser forte, sereno, capaz de criar ao seu redor situações de reconciliação e paz, encontrar soluções inovadoras e se comunicar com todos.

Tudo é alimento! O bebê se nutre do que você come, do ar que respira, das imagens, da luz e das cores que admira e da música que escuta. Sua vida interior, seus pensamentos sobre si mesma, sobre os outros e sobre o universo, se traduzem em informações bioquímicas que os órgãos em formação assimilam fielmente.

Querido papai, é o pilar da sua companheira grávida, dá seu apoio, seu respaldo. Converse com seu bebê, conta pra ele sua proteção e seu amor. É pai, pedra fundamental da felicidade do seu lar.

O futuro do mundo: construtores dos cidadãos de amanhã, trabalhem de coração para uma sociedade de paz, criativa e de valores elevados. O mundo de amanhã depende de quem serão nossos filhos

REGRA 10: Nascer, encontro de almas. Amamentar, um grande mistério. 

Receba seu bebê com olho no olho. Mantenha-o perto do seu corpo. Durante a amamentação, esteja inteira. Reforce os laços, deseje tudo o que você desejava durante a gestação. 

Apareçam sempre!

quinta-feira, 2 de junho de 2016

FADA FADYNHA: EM DEFESA DA GESTANTE



         Se tem alguém que entende de bem-estar de gestantes e recém-mamães, esse alguém é a Fadynha. Ela trabalha com grávidas há mais de trinta anos, dá aula de ioga, conselho, ajuda no parto, auxilia na amamentação, faz mandinga, tem uma energia linda, é uma fada, de verdade. 
         Ela diz que muitas mulheres quando ficam grávidas, ficam meio desnorteadas. E que há o que fazer, dá pra focar, dá pra encontrar um eixo antes do bebê nascer. Fadynha indica ioga, floral, massagem. Tudo natural e ajuda a mãe a entrar em contato com a gestação e com o bebê. Fadynha é pequenina, mas gigante na defesa da gestante e da gestação. "A gravidez é o auge da saúde e do poder, não tem nada a ver com doença." - ela diz. 
         No curso de educadora pré-natal, Fadynha deu umas dicas preciosas para quem está em busca de uma gestação mais plena e consciente. Aproveitem !!

ALIMENTAÇÃO: na gravidez, não é hora de mudanças bruscas na alimentação. Temos apenas que melhorar. Não é deixar de ser carnívoro, se sempre comeu carne, é comer mais orgânico. Não precisa virar vegetariana, é muito ruim mudar na gravidez, é só prestar mais atenção e comer melhor.

AJEITE A POSTURA: Existe um estudo que mostra que a posição do bebê na barriga depende da postura da mãe. Ajeite sua postura, coluna ereta. A coluna é nossa árvore, controla nosso fluxo de energia. 

DESCANSAR: trabalhe menos. Descanse. Repouse. Se for necessário, peça ao médico um tempo de licença. Respire. Tenha contato com a natureza. Faça caminhadas ao ar livre. Ioga. 

FORTALECER O PERíNEO: é fundamental como preparação para o parto. Ficar de cócoras é o melhor exercício.

PREPARAÇÃO DA MAMA: não precisa fazer nada, passar bucha, nada. Só pegar sol no bico, sempre que possível por poucos minutos a cada dia. A única recomendação é não passar sabonete no peito durante a gravidez porque tira a oleosidade.

REDUZIR A QUANTIDADE DE ULTRAS. não é necessário tanto exame. Segure a ansiedade, confie em você e no seu bebê.

ESTRESSE. o ideal é ter uma gravidez tranquila. Mas se houver estresse, e sempre há, o importante é saber como lidar com ele. Converse com seu bebê, explique o que está acontecendo. Explique como você se sente. Ele vai entender e se acalmar.

RESPIRAÇÃO: melhore a postura. Tenha calma. Faça ioga. Respire, relaxe e aproveite. 

         Não é legal? Parece básico, parece óbvio, são dicas simples e que fazem toda a diferença. 
         Apareçam sempre!


PARTO: NOSSA ESCOLHA


         Como educadora pré-natal é claro que sou totalmente favorável ao parto normal, sem anestesia, realizado num ambiente acolhedor e tranquilo, com respeito à mãe e ao bebê. Esse é o ideal, sem dúvida. E sendo assim desde o começo a chance da vida inteira fluir de forma mais fácil é bem maior. Mas não gosto de radicalismos. Se não deu, se a mulher realmente não conseguiu ou não quis, ok, o parto é escolha de cada uma. 

         Mas tem uma questão relativa ao parto que pouca gente fala, que é linda e eu pude comprovar na prática. Quem contou foi a Dra Eleanor Luzes, médica, psiquiatra e autora da tese "Ciência do Início da Vida". Ela diz que, no parto, o que a natureza propoe é: seja adulta, torne-se mulher. Só assim você vai receber e cuidar dessa criança com plenitude. Como filha, você não vai conseguir prover ao seu bebê tudo o que ele precisa. Você tem que ser mãe, mulher, adulta. O parto é um dos dois grandes marcos da vida de uma mulher, o primeiro é a chegada da menstruação. 

         Quanto mais ativas e inteiras formos no nosso parto, mais verdadeiramente prontas para a maternidade estaremos. Isso eu pude comprovar na prática. E é uma entrega linda! Nos faz amadurecer e dá uma força enorme.

         Apareçam sempre!

NÓS TEMOS A RESPOSTA


         Futuras mamães,
         Vamos sentir com o coração! De coração aberto. Quando começamos a pensar demais, acabamos nos perdendo. Lembrem-se que quando nos referimos a nós mesmos, sempre apontamos em direção ao coração e não à cabeça. 

         Já perceberam a origem da palavra CRIANÇA ? Criança = criar + ança. Ança é tudo o que é muito, né? Comilança, festança...É isso! A criança é a ânsia de criar, a abundância de criar. E é portanto, portadora do cerne da humanidade. É a força que nos faz ser imagem e semelhança de Deus. A criança tem muita vitalidade e pouca consciência. (Ao contrário da pessoa idosa)

         Para gerar uma criança, temos que entrar em contato com o nosso eu profundo. Temos que deixar vir nosso instinto. Nosso ser selvagem. Nós sabemos tudo. Nós temos a resposta do que é melhor para nosso filho. Só precisamos nos conectar com nós mesmas. E acreditar.

       Apareçam sempre! 

O SONHO DE SER MÃE DE GÊMEOS (e o poder de acreditar)


         Sempre quis. Desde adolescente. A criança Fernanda (que só teve um irmão aos sete anos de idade) ficava encantada com famílias com muitos filhos, irmãos brincando e brigando, disputando o melhor lugar no carro. Também queria ter muitos filhos (pelo menos três) e sendo gêmeos adiantava um pouco o processo. Enfim... a vida foi passando. E eu sempre repetindo que queria gêmeos.
         Quando conheci o Chico (pai das crianças) e decidi que ele seria o pai, dividi essa minha vontade para saber o que ele achava. Ele achava gêmeos um barato, mas dizia assim:  "Fê, a gente não tem nenhum caso na família, a gente não vai ter gêmeos. Mas relaxa...aos poucos a gente chega lá." Eu entendia o que ele queria dizer, mas continuei acreditando e com muita vontade de ter dois filhos ao mesmo tempo.
         Casamos, eu engravidei e fomos para a primeira ultra. Eu, Chico e minha mãe na sala. Chico berrando: que alegria! O coração do meu filho! Que alegria! Tô vendo meu filho! Que alegria! E a médica: só um minutinho, para um pouquinho. E olha fixamente para tela que mostrava as imagens de dentro da minha barriga. (Até fiquei com um pouco de medo, achei que tinha algum problema). Aí ela esclarece: você quer uma alegria? São DOIS coraçõeszinhos batendo. 
         Nesse momento o Chico ficou quieto (ufa!). Minha mãe começou a chorar, eu comecei a chorar, e ele, com lágrimas nos olhos, vem até a cama onde eu estava e diz: você é muito foda! Eu não acredito que você tá grávida de gêmeos...Muito obrigado por ter acreditado e muito obrigado por me dar dois filhos.

         Mais tarde a gente descobriu: eram filhas. Joana e Marina.

         Apareçam sempre!

CONCEPÇÃO CONSCIENTE


 Difícil entender porque as pessoas planejam as férias do próximo ano, a festa de casamento com meses de antecedência, um curso de especialização que querem fazer em maio do ano que vem, e não planejam com o mesmo carinho a chegada de um filho. De um filho! E não há nenhuma crítica aqui, viu? Eu mesma tenho um filho (amadíssimo) que não foi exatamente super planejado. Pois é...mas planejar a chegada de um filho é importante, viu? 
Nesse curso, de educadora pré-natal, aprendi coisas incríveis. Vocês sabiam que dias (ou noites) de tempestade, raios e trovões não são favoráveis à concepção de um bebê? 
Conceber depois de briga entre casal, tipo para fazer as pazes, também não dá certo não...

A educadora pré-natal e grande mestra, Laura Uplinger, diz que é preciso ver se a "entidade casal" quer um filho. O ideal é que os dois queiram. Se a mulher quer e o homem nao, pode dar certo. "Mas não se pode forçar uma mulher a ter um filho", ela diz. E diz mais: "A gestação dura 27 meses, os 9 meses antes da mulher engravidar e os 9 meses depois do nascimento são fundamentais."
  
Algumas dicas da Laura:
ANTES DE ENGRAVIDAR

Quer ter filhos ? É importante pensar em porque e para que. Quando tiver certeza, entregue a Deus. A entrega dá força. Entregue ao destino, à entidades de luz, aos cosmo e acredite. Você vai ser sentir muito forte.


Filho não é reprodução de quem nós somos. Você pode empoderar seu filho para ele ser melhor que você. E pode pedir, pode imaginar. Imagine o filho que você quer, imagine as qualidades que você gostaria, deseje a ele qualidades dos seres de luz.

Antes e durante a gravidez: alegria! Encontre a alegria interna. Agradeça pelas suas funções vitais, pelo seu corpo ser capaz de gerar um ser, agradeça pelas suas pequenas bençãos diárias. Preste atenção: elas são muitas, tenho ceretza.

 Para os futuros papais, uma historinha: "Um discípulo com a esposa grávida pergunta para o mestre como ser um bom pai. E o mestre responde sem titubear: continue sendo um bom marido." Papais, estejam presentes. Participem desse momento. Mimem sua mulher. Façam ela se sentir bem, e isso vai se refletir no futuro do bebê. 

         Alimentação deve ser o mais natural possível. Frutas, vegetais, orgânicos. Lembre-se que você está preparando seu corpo.

         Pensem o bem, pensem o melhor, desejem tudo de bom. Para você e para o seu bebê que vai chegar. 

        Apareçam sempre!


ROLLS ROYCE OU CHARRETE ?


         O ser humano é feito para a empatia e para o bem. Essa é uma das maiores verdades que eu já ouvi. Quando uma pessoa adulta é muito diferente disso é porque alguma coisa deu muito errado, lá atrás. Às vezes, bem lá atrás: na época da concepção e da gestação. É nesse momento, quando um ser humano é formado, que as bases para o que ele será (para o resto da vida) são erguidas.

Gosto de pensar em um carro. Pense no momento em que ele está na fábrica de montagem, antes de ser carro, apenas um monte de peças avulsas. Se a fábrica é de confiança, os mecânicos competentes, graduados e as peças de qualidade, a chance desse carro ter vida longa, sem apresentar defeitos e de prestar um belo serviço pelas estradas da vida, é enorme. Claro...ao longo dos anos tudo por acontecer. O carro pode ser vendido para um mau motorista, que passa por cima de todos os buracos, sobe em meio-fios, bate a cada três meses. Ele também pode rodar em estradas esburacadas o que, dia após dia, vai destruindo aquelas peças tão cuidadosamente montadas. Sim, tudo pode acontecer com o nosso carrão. E ele pode sentir o baque. Mas vai sentir menos, bem menos, do que um carrinho montado numa oficina de fundo de quintal. Esse, a cada batida, cada buraco, cada freada mais forte, vai ter que parar. Ir para o conserto. Trocar as peças.

Então...gente, nossos mecânicos são nossos pais e a nossa oficina, o útero da nossa mãe. Vamos começar a cuidar melhor da concepção e da gestação?

Apareçam sempre! 

Pais para a paz





Oi, gente! Sejam muito bem-vindos! Que alegria ter vocês aqui !
Há tempos que eu estou querendo criar esse espaço, estou muito feliz de (finalmente!) ter conseguido.
Conseguido sim, porque foi difícil. Vocês devem saber como é a vida: trabalho, filho, supermercado, filho, trabalho, noite mal dormida, ginástica, unha, encontro com as amigas, filho, trabalho. E nessa roda-viva, os nossos sonhos e desejos mais profundos vão ficando para trás. É porque eles são só nossos, ninguém vai cobrar, ninguém vai saber se eles nunca saírem da nossa cabeça. Só nós. E cabe a nós priorizar, encontrar um tempo para fazer o que a gente gosta. É essa a nossa contribuição.

Neste espaço aqui eu vou trazer todo e qualquer tipo de tema relacionado à maternidade. Tudo interessa. Gestação, parto, amamentação, primeiros cuidados, a chegada do bebê (ou bebês, no meu caso), primeiros anos, birra, educação, paciência (ou falta de), mãe que trabalha fora. Sou educadora pré-natal filiada e formada pela Anep (Associação Nacional para a Educação Pré-Natal) e acredito que a vida intra-uterina tem importância fundamental no desenvolvimento do ser humano. A missão da Anep é levar conhecimentos sobre esses temas aos futuros papais e mamães para que eles contribuam para o melhor desenvolvimento (físico e psíquico) dos filhos.

Além de educadora pré-natal, sou jornalista. Há muito mais tempo, aliás. E na minha profissão, o que eu mais gosto de fazer é de ouvir histórias. Acho que cada ser humano tem sempre boas histórias para contar. Basta saber e querer ouvir. Aqui neste espaço, quero entrevistar grandes profissionais, pessoas que de alguma forma contribuam para ajudar a nós, mães, nessa empreitada de gerar, parir, amamentar e educar um filho. 

Sugestões de temas e histórias são muito bem-vindas.


Apareçam sempre!